Ontem, 13 de fevereiro, Salvador viveu mais uma vez o maior espetáculo do mundo: o seu Carnaval. A cidade amanheceu em ritmo de festa e entregou ao planeta o segundo dia da folia mais democrática que existe. Nas ruas, nos largos e nas avenidas, a energia foi contagiante. Não houve distinção de idade, origem ou classe social, todos se encontraram no mesmo compasso, celebrando a liberdade de brincar, cantar e viver intensamente cada acorde.
No circuito Osmar, no Campo Grande, a tarde começou carregada de emoção com a tradicional pipoca de Saulo. Sem cordas, sem barreiras, apenas a força da música e o abraço coletivo da multidão que o acompanhou mais uma vez. Fãs de longa data, crianças nos ombros dos pais, turistas encantados e foliões apaixonados formaram um verdadeiro mar humano que cantou em coro, reafirmando que o Carnaval de Salvador foi, e continua sendo, a união de todos os ritmos, o grande encontro das diferenças.
E a festa cresceu ainda mais no Osmar. Silvanno Sales, Tony Salles, Filhos de Jorge e É o Tchan transformaram a avenida em um imenso coral a céu aberto, onde cada refrão ecoou como um hino de alegria e pertencimento.
Já no circuito Dodô (Barra/Ondina), a orla virou espetáculo. Claudia Leitte, BaianaSystem, Timbalada e Daniela Mercury comandaram trios que arrastaram multidões, embalando foliões sob um dos pores do sol mais vibrantes do verão brasileiro.
O Carnaval de Salvador mostrou, mais uma vez, por que é único. Foi uma celebração plural, onde abadá e pipoca dividiram o mesmo espaço, onde o riso foi coletivo e a música se tornou ponte entre histórias diferentes. A cidade se transformou em palco, e cada pessoa virou protagonista de uma festa que acolheu, uniu e fez pulsar gerações inteiras sob a mesma batida.

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