segunda-feira, 16 de março de 2026

Entre o cavaco e a sanfona: Jairo Barboza, Netto Bittencourt e Norberto Curvêlo se unem em projeto e levam a mistura do samba com o forró para o palco

Evento gratuito e aberto ao público, será realizado no dia 29 de março (domingo), no Largo da Mariquita (Rio Vermelho), a partir das 16h.

Três forrozeiros baianos que são destaque no São João e uma paixão também pelo samba e pelo axé music. Jairo Barboza, Netto Bittencourt (vocalista da banda Tio Barnabé) e Norberto Curvêlo, se unem e transformam a paixão além do forró num evento que vai enaltecer ainda mais a cultura musical. Vem aí no dia 29 de março (domingo), o evento "Entre o cavaco e a sanfona". O projeto será realizado no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, a partir das 16h e será gratuito e aberto ao público, reunindo muita música e um pôr do sol espetacular. No repertório, os amigos cantarão juntos suas canções e outras que são conhecidas e destaque na voz de grandes artistas. Será um fim de tarde diferente e ao som do melhor do samba e do axé music no estilo bem forrozeiro. A festa contará com participação da banda Do Chaves e da cantora Roberta Leal. "_A ideia do projeto surgiu pela representatividade da música na Bahia. Somos três forrozeiros e que também gostamos muito do samba. Será um momento muito especial no palco, onde estaremos cantando juntos vários clássicos do forró e um repertório com muitos sucessos de outros artistas. Vai ser uma mistura incrível para o público e enaltecer ainda mais o forró" _, comentam os forrozeiros.


domingo, 15 de março de 2026

Cabruca em tempos de crise: queda no preço do cacau preocupa produtores na Bahia

 


Durante décadas, o sistema cabruca tornou-se símbolo da cacauicultura no sul da Bahia e referência internacional de produção agroflorestal. Cultivado sob a sombra da Mata Atlântica, o cacau produzido nesse modelo ajuda a conservar a biodiversidade e mantém viva uma tradição agrícola histórica da região.

No entanto, em 2026, a cadeia produtiva enfrenta um novo desafio: a forte queda no preço internacional do cacau, que tem preocupado produtores e investidores.


O que é o sistema cabruca


O sistema cabruca é uma forma tradicional de cultivo de cacau desenvolvida no sul da Bahia desde o período colonial. Nesse modelo, parte da vegetação da Mata Atlântica é preservada, permitindo que as cacaueiras cresçam sob a sombra de árvores nativas.

Diferentemente das monoculturas agrícolas, que substituem completamente a vegetação natural, a cabruca mantém um ambiente mais próximo da floresta. Essa característica transforma as áreas de cacau em verdadeiros corredores ecológicos, capazes de abrigar aves, mamíferos e diversas espécies vegetais.

Estudos indicam que esse sistema agroflorestal contribui para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.

Além disso, muitas propriedades diversificam a produção com outras culturas, como cravo-da-índia, banana, cupuaçu e açaí, fortalecendo a renda das famílias rurais.





O colapso nos preços do cacau


Depois de atingir valores recordes em 2024, o mercado internacional do cacau entrou em um período de forte retração.

Em cerca de um ano, as cotações globais da amêndoa chegaram a cair mais de 70% em relação ao pico registrado anteriormente, reduzindo significativamente a rentabilidade da cultura.

Analistas apontam que a queda está relacionada a fatores como:

recuperação da produção em países africanos;

redução do consumo global após a alta de preços;

aumento da oferta no mercado internacional.

Com mais cacau disponível no mercado, o preço recuou rapidamente.




Impactos no sul da Bahia


A Bahia continua entre os principais estados produtores de cacau do Brasil, e a redução das cotações internacionais tem impacto direto na economia regional.

Pequenos e médios produtores, responsáveis por grande parte da produção, sentem de forma mais intensa as oscilações do mercado. A queda nos preços pode reduzir a margem de lucro das lavouras e dificultar novos investimentos nas propriedades.

Alguns projetos de expansão da produção de cacau no Brasil chegaram a ser planejados nos últimos anos, especialmente após a valorização da commodity em 2024. Porém, com a queda nas cotações, muitos desses projetos passaram a ser reavaliados ou adiados.


Chocolate de origem e diversificação


Apesar do cenário desafiador, especialistas apontam caminhos para fortalecer a cadeia produtiva do cacau. Um deles é a valorização do chocolate de origem, movimento que tem crescido na Bahia nos últimos anos.

Pequenas fábricas artesanais e produtores rurais têm investido na produção de chocolates “bean-to-bar”, modelo em que todo o processo, da amêndoa ao chocolate, ocorre na própria região produtora.

Esse tipo de iniciativa agrega valor ao cacau e reduz a dependência exclusiva do mercado internacional de commodities.



Cabruca e o futuro sustentável do cacau


Mesmo diante das oscilações de mercado, o sistema cabruca continua sendo visto como uma alternativa importante para a agricultura sustentável.

Ao manter árvores nativas, proteger o solo e preservar parte da estrutura da floresta, esse modelo ajuda a reduzir impactos ambientais e pode contribuir para a adaptação da agricultura às mudanças climáticas.

No sul da Bahia, onde o cacau e a Mata Atlântica convivem há mais de dois séculos, a cabruca segue como símbolo de uma relação histórica entre produção agrícola, cultura regional e conservação ambiental.


Texto e Fotos: Silvana Pinto

Referências:

https://www.reuters.com/business/environment/brazils-dreams-industrial-scale-cocoa-farms-fading-after-price-crash-2026-03-12/?utm_source=chatgpt.com

https://ibcacau.com.br/cabruca/?utm_source=chatgpt.com


Nando Cordel e Dominguinhos, um dueto “Bom Demais”

 Quem vê um lindo pomar não sabe a luta de quem preparou a terra, escolheu as melhores sementes e irrigou toda aquela fartura. Nando Cordel é um destes plantadores da genuína música popular brasileira. Neste vídeo, o cantador nos conta como foi o início da sua “andança”.

Depois de muita plantação sem colheita, Nando Cordel teve a felicidade de ter no seu caminho aquele que um dia foi pupilo de Gonzagão, e ele sabia como a generosidade é importante para fazer florescer novos embaixadores da música. Além do mais, ser apadrinhado por Dominguinhos é um daqueles sinais dos deuses da música que diz: “Vai, bravo artista, viva da sua arte e encante o povo com o seu talento”.

Enquanto Dominguinhos buscava a sanfona, Nando Cordel, alvoroçado para mostrar serviço, escreveu nada menos que a metade do clássico: “Isso aqui tá bom demais”. E imagine a cena: ver o espanto de Dominguinhos com a velocidade de criação de Nando Cordel, e com aquela fala de cabra bom, dizer: “Meu Deus, é assim rápido?”. E Nando Cordel, com a certeza de quem se apaixona pela primeira vez, não titubeou na resposta: “Eu disse: é”.


Mas Dominguinhos, que nunca gostou de generosidade pouca, convidou somente Chico Buarque para participar da gravação da canção. Nando Cordel, que até então estava fora do rol dos imortais da música brasileira, casou a sua obra com dois dos maiores artistas de todos os tempos.

Mas Nando Cordel, que ainda vivia numa situação de vaca desconhecer bezerro, ganhou mesmo Dominguinhos com a letra que remendou o coração partido do mestre. Depois de ouvir o lamento de amor do parceiro, escreveu no guardanapo a letra: “De volta pro meu aconchego”.

Nando Cordel é pernambucano, nascido em Cabo de Santo Agostinho. Filho de um comerciante que também era poeta e repentista, Seu Manoel do Posto e de uma dona de casa, Dona Nata — daí se explica a poesia, o improviso e a cantoria afiada. Na outra ponta, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, rebento da afamada Garanhuns, cidade que também poderia ser chamada de “Garanhuns de Dominguinhos”. Nando naquele primeiro contato com seu mestre ainda não sabia, mas aquele encontro do rio com o mar desaguaria em uma das parcerias mais profícuas da música de Pernambuco. A sorte foi nossa!

Nando Cordel tornou-se um dos maiores cantores e compositores da geração de ouro da música nacional. Contudo, o seu destino poderia não ser o mesmo sem a generosidade, reconhecida pelo mundo da música, do nosso eterno Dominguinhos: sorriso de passarinho e coração do tamanho do Brasil, o artista que fez da sua sanfona terra fértil, ou melhor, um lindo pomar que reúne os melhores da nossa música popular brasileira.


Fonte: Josias Gomes- TCE-BA

domingo, 8 de março de 2026

Feliz Dia Internacional da Mulher!



Hoje celebramos a força, a coragem e a sensibilidade que transformam o mundo todos os dias.

Ser mulher é carregar histórias de luta, de cuidado, de sabedoria e de esperança. É plantar sonhos mesmo em tempos difíceis e fazer florescer caminhos para as próximas gerações.

Que neste Dia da Mulher possamos reconhecer, respeitar e valorizar cada mulher,  nas suas vozes, nas suas escolhas, nas suas conquistas e na sua liberdade de ser quem é.

Que nunca falte espaço para a dignidade, para a igualdade e para o brilho que cada mulher traz para o mundo.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

sexta-feira, 6 de março de 2026

Banda Colher de Pau inicia temporada de forró com shows na The Green House dia 06 (sexta) e no Mariposa Vilas dia 07/03



O Carnaval acabou e o climinha do São João já começa a tomar conta da capital baiana com o som do forró. E pra dar um ponta pé inicial na temporada junina de 2026, a banda Colher de Pau,  destaque no mercado há 30 anos, se apresenta nesta sexta (06 de março) na The Green House, localizada no Rio Vermelho com o "Forró da Green" e no sábado (07 de março) no Mariposa Vilas, em Vilas do Atlântico com o "Forró no Maripa", sob o comando do vocalista Gil Kalazans, que assumiu o grupo no ano passado. Os shows começam a partir das 20h e tem ingressos à venda nos locais. Conhecida pela sua lista de hits de sucesso, como "Amore Mio", "Natalie", "Janaína", "Casadas", "Beijar é Bom", "Festança", "Biquíni", "Flor de Avelã"_ dentre outras, a Colher de Pau traz na sua essência influências de grandes nomes do estilo nordestino, como Flávio José, Dorgival Dantas, Adelmário Coelho,  Xand Avião, Wesley Safadão, Natanzinho e Raí Saia Rodada. 

Consagrada como a "primeira banda de forró na Bahia", surgiu no ano de 1995 em Salvador através de um grupo de amigos e primos. O que no início era somente um sonho e diversão com a música, tendo apenas a sanfona e o violão como companheiros e ensaios nas suas próprias casas, virou realidade e foi conquistando espaço e reconhecimento do público. Hoje, destaque por onde passa pela sua versatilidade,  a Colher de Pau que ganhou esse nome após um dos integrantes usar uma 'colher de pau' como baqueta de percussão, traz na sua história grandes momentos. O grupo já se apresentou em cidades como Aracaju, Fortaleza, Recife, Maceió, São Paulo, dentre outras; tem 11 cd's gravados, sendo três deles ao vivo e já teve como vocalistas Léo Estakazero, Felipe Pezzoni, Kiko Salli e Zay Rios_. Com um repertório totalmente eclético, a banda mistura desde o tradicional pé-de-serra até o vanerão, piseiro, sertanejo, vaquejada, forró romântico e a colher elétrica, estilo característico da sua marca e que está sempre presente por toda a Bahia em diversas festas.



📸 fotos/divulgação




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Entre o cavaco e a sanfona: Jairo Barboza, Netto Bittencourt e Norberto Curvêlo se unem em projeto e levam a mistura do samba com o forró para o palco

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