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| Bloco Camaleão |
A segunda-feira de Carnaval amanheceu elétrica em Salvador. No Circuito Dodô (Barra-Ondina), o mar azul fez moldura para uma multidão vibrante que transformou a orla em um corredor de alegria, tradição e potência musical. A folia seguiu com força total, reunindo grandes nomes da música baiana, blocos históricos e trios que arrastaram uma verdadeira onda de energia do Farol até Ondina.
O Bloco Coruja, comandado por Ivete Sangalo, foi um espetáculo à parte. Ivete surgiu radiante, dona de uma presença que contagiou do primeiro ao último acorde. O circuito pulsou ao som de seus sucessos, enquanto a multidão cantou em uníssono, formando um coral gigante a céu aberto. Foi impossível ficar parado: o Coruja passou deixando um rastro de euforia, emoção e conexão coletiva.
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| Bloco Coruja |
Logo atrás, o tradicional Bloco Camaleão coloriu o circuito com seus abadás azuis, criando um verdadeiro mar de alegria que avançou pela avenida. A cada batida, a energia cresceu, os foliões se abraçaram e transformam o percurso em uma celebração vibrante da música baiana. O azul tomou conta da Barra-Ondina, simbolizando união e intensidade em mais um desfile histórico. Bell Marques mais uma vez balançou a galera do Camaleão no percurso do Circuito Dodô, com muita energia e repertório forte.
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| Deputado Zé Neto e sua esposa Naiana, jornalista Silvana Pinto, Lílian Oliveira |
Entre um trio e outro, surgiu o tapete branco dos Filhos de Gandhy. Com seus turbantes e colares azuis, eles espalharam mensagens de paz e espiritualidade, mantendo viva uma das tradições mais emblemáticas do Carnaval. A passagem do bloco foi marcada por respeito e admiração, um momento em que a festa também se veste de fé e ancestralidade.
A musicalidade ganhou delicadeza e força feminina com as Filhas de Gandhy, que reafirmaram a importância da representatividade e do protagonismo das mulheres na cultura afro-baiana. Seus cantos e ritmos ecoaram como resistência e celebração, ampliando o significado da festa para além da diversão.
E quando o pagode tomou conta do circuito, o balanço de Xandy sacodiu a multidão. O cantor transformou a avenida em um grande baile a céu aberto, com coreografias sincronizadas, sorrisos largos e uma energia contagiante que fez o asfalto tremer. Foi o ritmo quente que embalou a segunda-feira e reafirmou: em Salvador, a folia não conhece cansaço.
No Circuito Dodô, cada trio que passou escreveu mais um capítulo dessa história vibrante. A segunda-feira confirmou que o Carnaval da capital baiana é feito de música, tradição, fé, ancestralidade e, acima de tudo, de um povo que sabe celebrar como ninguém.

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