segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Branqueamento de corais: como aquecimento dos oceanos destrói recifes

 

O aquecimento global tem acelerado o branqueamento dos corais, tornando o fenômeno cada vez mais frequente em diferentes regiões oceânicas. Entre 2023 e 2025, aproximadamente 84% dos recifes mundiais sofreram algum tipo de estresse térmico, comprometendo a saúde e a estabilidade dos ecossistemas.

O Relatório Global de Pontos de Inflexão 2025, divulgado em outubro e assinado por 160 cientistas, destaca a gravidade do cenário. Pela primeira vez, a comunidade científica identificou um “ponto de inflexão climático” causado pelo declínio acelerado dos corais, que se relaciona de forma direta com o aumento das temperaturas dos oceanos.

O aumento da temperatura do oceano prejudica a relação entre corais e as algas simbióticas, porque mesmo pequenas elevações, de cerca de 1 °C, por períodos prolongados fazem com que as algas produzam substâncias tóxicas. Para se proteger, o coral expulsa essas algas, perdendo sua principal fonte de energia e ficando mais vulnerável.

“Quando essa relação simbiótica se rompe, os corais deixam de receber nutrientes essenciais e passam a consumir suas próprias reservas internas de energia”, explica o professor de biologia Marcello Lasneaux, da Heavenly International School.

Quando as algas são expulsas, o coral perde também o pigmento que dá cor ao seu tecido e fica esbranquiçado. Esse processo, conhecido como branqueamento, é um sinal de que o animal está fragilizado.

Fonte: Metropoles

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