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E o mais impressionante: a maioria delas está concentrada em apenas 1% da floresta.
Um novo estudo publicado na revista New Phytologist usou tecnologia a laser (LiDAR) para mapear 900 áreas da Amazônia e revelar onde vivem as árvores com mais de 60 metros de altura — verdadeiros arranha-céus da natureza.
Esses gigantes estão principalmente no norte da floresta, entre Roraima e o Escudo das Guianas, regiões onde o solo é argiloso, a água é abundante e os ventos são mais brandos.
Ali, a densidade chega a 120 árvores gigantes por quilômetro quadrado.
São espécies como angelim-vermelho, ipê, jatobá e castanheira, que podem viver mais de 400 anos e armazenam toneladas de carbono em seus troncos.
Mesmo sendo menos de 0,001% das árvores da Amazônia, elas guardam uma parte enorme do carbono da floresta — e sua perda afeta diretamente o clima global.
Mas essas árvores estão sob ameaça: desmatamento, secas severas, tempestades e descargas elétricas têm causado a morte dos maiores exemplares.
Elas levam séculos para crescer e apenas minutos para tombar.
"Proteger os gigantes da Amazônia é proteger o coração do clima da Terra.”
O estudo foi liderado pelo pesquisador Robson Borges de Lima, da Universidade do Estado do Amapá, e reforça a importância de conservar as florestas de terra firme — as últimas fortalezas desses titãs da natureza.

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