Salvador (BA) – Nesta sexta-feira (05), o auditório da Igreja da Vitória, no Largo da Vitória, foi palco de uma emocionante e histórica celebração: os 40 anos da Greve de 1985, um marco na luta dos trabalhadores da indústria petroquímica e do setor de petróleo na Bahia e no Brasil. O evento, organizado por entidades sindicais, políticas e de anistiados, reuniu veteranos do movimento grevista, familiares, militantes e importantes nomes da cena política nacional e estadual.
A greve de 1985 é considerada um divisor de águas nas lutas sindicais no país, ocorrendo em meio à abertura política pós-ditadura e em um cenário de forte repressão aos trabalhadores organizados. A mobilização teve como protagonistas os trabalhadores do Polo Petroquímico de Camaçari e os petroleiros da Bahia, que enfrentaram perseguições, demissões e prisões por reivindicarem melhores condições de trabalho e direitos fundamentais.
Mesa de Abertura com presenças de destaque
A solenidade foi iniciada com a composição da mesa de abertura, que contou com a presença de figuras centrais da história do movimento sindical e da política baiana e nacional. Participaram:
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José Pinheiro, diretor do Sindiquímica Bahia
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Elizabete Sacramento, presidente do Sindipetro Bahia
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Ana Maria Lima de Oliveira, presidente da Comissão de Anistia
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Diva Santana, presidenta do Grupo Tortura Nunca Mais
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Ana Georgina Dias, supervisora regional do DIEESE na Bahia
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Moema Gramacho, secretária de Relações Institucionais
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Valter Ribeiro, primeiro presidente do Sindiquímica Bahia
A mesa foi marcada por discursos emocionados, que relembraram a coragem dos trabalhadores da época, destacaram a importância da preservação da memória histórica das lutas populares e reforçaram o compromisso com a democracia, os direitos trabalhistas e a justiça social.
Vozes da resistência: depoimentos de anistiados e familiares
A programação seguiu com um momento especial de depoimentos de anistiados políticos e familiares de trabalhadores perseguidos pela ditadura militar e por sua atuação sindical nos anos 1980. A força das memórias compartilhadas emocionou o público presente e serviu como testemunho vivo da importância da resistência e da luta coletiva.
“A nossa história não pode ser esquecida. Cada trabalhador que ousou dizer 'basta' em 1985 ajudou a construir a democracia que temos hoje”, afirmou Valter Ribeiro, primeiro presidente do Sindiquímica.
Entre os depoentes estavam:
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Familiares de trabalhadores demitidos durante a greve
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Militantes que foram presos e perseguidos politicamente
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Anistiados que reconstruíram suas vidas com o apoio do movimento sindical
Um legado que segue inspirando
O evento desta sexta-feira foi mais do que uma celebração: foi um ato de resistência, memória e esperança. Os 40 anos da Greve de 1985 continuam a inspirar novas gerações de trabalhadores e militantes a seguir lutando por um país mais justo, democrático e igualitário.






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