sexta-feira, 3 de abril de 2026

Arrocha Menina! Em Salvador!


 

Quando comunicar é acolher: caminhos para a inclusão no autismo


No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, mais do que falar, é tempo de escutar.


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos convida a rever aquilo que, por muito tempo, acreditamos ser a única forma possível de comunicação. Em um mundo que valoriza a rapidez das palavras, há quem se expresse no silêncio, nos gestos, nos olhares — e tudo isso também é linguagem.

Falar sobre autismo é, antes de tudo, ampliar a nossa capacidade de compreender o outro. Cada pessoa no espectro carrega uma forma singular de perceber o mundo, e é nesse encontro de diferenças que nasce a verdadeira inclusão.

Comunicar melhor é aprender a ouvir diferente

Um dos maiores desafios enfrentados por pessoas autistas está na comunicação, não por ausência, mas pela diversidade de formas em que ela se manifesta.

É preciso ir além da fala.

Comunicar-se melhor com pessoas autistas significa adotar práticas simples, porém transformadoras: utilizar uma linguagem mais clara e objetiva, respeitar o tempo de resposta, evitar ambiguidades e, principalmente, reconhecer e valorizar outras formas de expressão, como recursos visuais, tecnologias assistivas e comunicação não verbal.

A escuta ativa ganha um novo significado: não se trata apenas de ouvir palavras, mas de perceber sinais, acolher silêncios e legitimar todas as formas de expressão.


Inclusão: uma construção diária


A inclusão não acontece apenas em discursos institucionais — ela se revela nas pequenas atitudes do cotidiano.

Nas escolas, isso significa preparar educadores, adaptar metodologias e garantir que cada aluno tenha acesso real ao aprendizado. Nos espaços públicos, é pensar em ambientes mais acessíveis sensorialmente, com menos estímulos excessivos e mais conforto.

No mercado de trabalho, é reconhecer talentos muitas vezes invisibilizados e oferecer oportunidades reais, respeitando as particularidades de cada indivíduo.

E, na sociedade como um todo, é substituir o julgamento pela empatia.


Pertencer é mais do que estar presente


Incluir não é apenas permitir que alguém esteja em um espaço. É garantir que essa pessoa se sinta parte dele.

Neste Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o convite é claro: precisamos avançar da conscientização para a ação.

Porque quando aprendemos a respeitar diferentes formas de ser e se comunicar, não estamos apenas incluindo pessoas autistas — estamos construindo uma sociedade mais humana, mais sensível e mais verdadeira.


Por Mari Mendes

Escritora, autora de obras sensíveis sobre o silêncio, as emoções e a experiência humana. Desenvolve projetos voltados à inclusão, educação e impacto social, com um olhar poético e comprometido com a transformação de vidas por meio da  comunicação  acertiva

sábado, 28 de março de 2026

Feijoada ao Mar chega à 27ª edição com nova data, local e grandes atrações

 

Tradição, sofisticação e grandes encontros marcam a nova fase do evento, que acontece em abril com open food, atrações consagradas e estreia na Arena A TARDE. Um dos eventos mais tradicionais e aguardados do verão baiano, a Feijoada ao Mar chega à sua 27ª edição reafirmando seu lugar no calendário social de Salvador. Reconhecida por unir gastronomia de excelência, música e um público seleto, a festa se consolidou como uma experiência premium que celebra o melhor do lifestyle baiano. *Em 2026, a grande novidade é a data: o evento será realizado no dia 11 de abril (sábado), marcando um novo momento para a festa, que segue evoluindo sem perder sua essência. Outra estreia é o local. Pela primeira vez, a Feijoada ao Mar acontecerá na Arena A TARDE, um espaço que promete elevar ainda mais o padrão de conforto, estrutura e experiência para o público.



No palco, duas atrações de peso: a banda Cheiro de Amor, um dos nomes mais emblemáticos da música baiana, que levará seu repertório vibrante e cheio de sucessos que atravessam gerações. Já Pierre Onassis, referência quando o assunto é animação e identidade musical da Bahia, completa a programação com sua presença marcante e performance contagiante. A experiência gastronômica também contará com open food, oferecendo uma feijoada completa e outras opções, reforçando o conceito de sofisticação e qualidade que marca a festa.

A Feijoada ao Mar segue sendo um ponto de encontro de empresários, formadores de opinião e amantes de boa música e gastronomia, em um ambiente que valoriza conexões, celebrações e grandes momentos. Para a colunista e idealizadora do evento, Alexandra Isensee, a edição deste ano simboliza uma nova fase da festa. “A Feijoada ao Mar chega à sua 27ª edição renovada, mas com a mesma essência que a consagrou. Pensamos em cada detalhe para proporcionar uma experiência ainda mais especial, com novidades no formato, no espaço e na data, sempre valorizando a boa música, a gastronomia e os encontros que fazem desse evento algo único”, comenta Alexandra. A anfitriã reforça ainda que tem muita novidade vindo por aí, com surpresas e experiências que prometem deixar essa edição ainda mais especial. Informações através do (71) 99298-4421.


domingo, 22 de março de 2026

BOLETIM SEMANAL DO AGRO




PANORAMA GLOBAL


O cenário agrícola internacional segue marcado por instabilidade climática e pressões por sustentabilidade. A produção de commodities como café, soja e milho continua sensível às variações de chuva e temperatura, especialmente em países tropicais.


A adoção de práticas sustentáveis, como o uso de bioinsumos e técnicas de agricultura regenerativa, avança como tendência consolidada, impulsionada por exigências do mercado europeu e acordos internacionais.


BRASIL EM FOCO


O Brasil mantém posição de destaque como potência agroexportadora. A safra de grãos 2025/2026 caminha para novo recorde, podendo ultrapassar 350 milhões de toneladas.

📷DIVULGAÇÃO


Por outro lado, persistem desafios estruturais:


Déficit de armazenagem de grãos;

Custos elevados de produção;

Impacto dos juros altos no crédito rural.


O avanço de acordos internacionais, como o Mercosul-União Europeia, traz oportunidades, mas também pressões ambientais mais rígidas sobre os produtores.


BAHIA EM DESTAQUE


A Bahia segue consolidando seu papel estratégico no agronegócio brasileiro, especialmente na região do MATOPIBA.


Principais pontos da semana:


 Produção agrícola em crescimento, com estimativa superior a 14 milhões de toneladas;

 Expansão de práticas sustentáveis e agricultura familiar;

 Setor cacaueiro enfrenta desafios com preços e competitividade internacional;

Monitoramento de pragas, como a ferrugem asiática da soja.


A diversidade produtiva do estado (cacau, soja, milho, frutas) reforça sua importância econômica e social.

📷SILVANA PINTO


 MERCADO E TENDÊNCIAS


 📉 Oscilação nos preços de commodities agrícolas

💰 Redução de preços de alguns alimentos ao consumidor

🌍 Crescente demanda por produtos sustentáveis

🚜 Pressão sobre pequenos produtores devido aos custos


 DESTAQUE DA SEMANA


Cacau e sustentabilidade no sul da Bahia

O sistema cabruca segue como referência de produção sustentável, conciliando cultivo e preservação da Mata Atlântica. Apesar disso, produtores enfrentam desafios relacionados ao mercado e políticas públicas.


📷SILVANA PINTO

Fontes: Reuters, SENAR, SEAGRI, ADAB

segunda-feira, 16 de março de 2026

Entre o cavaco e a sanfona: Jairo Barboza, Netto Bittencourt e Norberto Curvêlo se unem em projeto e levam a mistura do samba com o forró para o palco

Evento gratuito e aberto ao público, será realizado no dia 29 de março (domingo), no Largo da Mariquita (Rio Vermelho), a partir das 16h.

Três forrozeiros baianos que são destaque no São João e uma paixão também pelo samba e pelo axé music. Jairo Barboza, Netto Bittencourt (vocalista da banda Tio Barnabé) e Norberto Curvêlo, se unem e transformam a paixão além do forró num evento que vai enaltecer ainda mais a cultura musical. Vem aí no dia 29 de março (domingo), o evento "Entre o cavaco e a sanfona". O projeto será realizado no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, a partir das 16h e será gratuito e aberto ao público, reunindo muita música e um pôr do sol espetacular. No repertório, os amigos cantarão juntos suas canções e outras que são conhecidas e destaque na voz de grandes artistas. Será um fim de tarde diferente e ao som do melhor do samba e do axé music no estilo bem forrozeiro. A festa contará com participação da banda Do Chaves e da cantora Roberta Leal. "_A ideia do projeto surgiu pela representatividade da música na Bahia. Somos três forrozeiros e que também gostamos muito do samba. Será um momento muito especial no palco, onde estaremos cantando juntos vários clássicos do forró e um repertório com muitos sucessos de outros artistas. Vai ser uma mistura incrível para o público e enaltecer ainda mais o forró" _, comentam os forrozeiros.


domingo, 15 de março de 2026

Cabruca em tempos de crise: queda no preço do cacau preocupa produtores na Bahia

 


Durante décadas, o sistema cabruca tornou-se símbolo da cacauicultura no sul da Bahia e referência internacional de produção agroflorestal. Cultivado sob a sombra da Mata Atlântica, o cacau produzido nesse modelo ajuda a conservar a biodiversidade e mantém viva uma tradição agrícola histórica da região.

No entanto, em 2026, a cadeia produtiva enfrenta um novo desafio: a forte queda no preço internacional do cacau, que tem preocupado produtores e investidores.


O que é o sistema cabruca


O sistema cabruca é uma forma tradicional de cultivo de cacau desenvolvida no sul da Bahia desde o período colonial. Nesse modelo, parte da vegetação da Mata Atlântica é preservada, permitindo que as cacaueiras cresçam sob a sombra de árvores nativas.

Diferentemente das monoculturas agrícolas, que substituem completamente a vegetação natural, a cabruca mantém um ambiente mais próximo da floresta. Essa característica transforma as áreas de cacau em verdadeiros corredores ecológicos, capazes de abrigar aves, mamíferos e diversas espécies vegetais.

Estudos indicam que esse sistema agroflorestal contribui para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.

Além disso, muitas propriedades diversificam a produção com outras culturas, como cravo-da-índia, banana, cupuaçu e açaí, fortalecendo a renda das famílias rurais.





O colapso nos preços do cacau


Depois de atingir valores recordes em 2024, o mercado internacional do cacau entrou em um período de forte retração.

Em cerca de um ano, as cotações globais da amêndoa chegaram a cair mais de 70% em relação ao pico registrado anteriormente, reduzindo significativamente a rentabilidade da cultura.

Analistas apontam que a queda está relacionada a fatores como:

recuperação da produção em países africanos;

redução do consumo global após a alta de preços;

aumento da oferta no mercado internacional.

Com mais cacau disponível no mercado, o preço recuou rapidamente.




Impactos no sul da Bahia


A Bahia continua entre os principais estados produtores de cacau do Brasil, e a redução das cotações internacionais tem impacto direto na economia regional.

Pequenos e médios produtores, responsáveis por grande parte da produção, sentem de forma mais intensa as oscilações do mercado. A queda nos preços pode reduzir a margem de lucro das lavouras e dificultar novos investimentos nas propriedades.

Alguns projetos de expansão da produção de cacau no Brasil chegaram a ser planejados nos últimos anos, especialmente após a valorização da commodity em 2024. Porém, com a queda nas cotações, muitos desses projetos passaram a ser reavaliados ou adiados.


Chocolate de origem e diversificação


Apesar do cenário desafiador, especialistas apontam caminhos para fortalecer a cadeia produtiva do cacau. Um deles é a valorização do chocolate de origem, movimento que tem crescido na Bahia nos últimos anos.

Pequenas fábricas artesanais e produtores rurais têm investido na produção de chocolates “bean-to-bar”, modelo em que todo o processo, da amêndoa ao chocolate, ocorre na própria região produtora.

Esse tipo de iniciativa agrega valor ao cacau e reduz a dependência exclusiva do mercado internacional de commodities.



Cabruca e o futuro sustentável do cacau


Mesmo diante das oscilações de mercado, o sistema cabruca continua sendo visto como uma alternativa importante para a agricultura sustentável.

Ao manter árvores nativas, proteger o solo e preservar parte da estrutura da floresta, esse modelo ajuda a reduzir impactos ambientais e pode contribuir para a adaptação da agricultura às mudanças climáticas.

No sul da Bahia, onde o cacau e a Mata Atlântica convivem há mais de dois séculos, a cabruca segue como símbolo de uma relação histórica entre produção agrícola, cultura regional e conservação ambiental.


Texto e Fotos: Silvana Pinto

Referências:

https://www.reuters.com/business/environment/brazils-dreams-industrial-scale-cocoa-farms-fading-after-price-crash-2026-03-12/?utm_source=chatgpt.com

https://ibcacau.com.br/cabruca/?utm_source=chatgpt.com


Nando Cordel e Dominguinhos, um dueto “Bom Demais”

 Quem vê um lindo pomar não sabe a luta de quem preparou a terra, escolheu as melhores sementes e irrigou toda aquela fartura. Nando Cordel é um destes plantadores da genuína música popular brasileira. Neste vídeo, o cantador nos conta como foi o início da sua “andança”.

Depois de muita plantação sem colheita, Nando Cordel teve a felicidade de ter no seu caminho aquele que um dia foi pupilo de Gonzagão, e ele sabia como a generosidade é importante para fazer florescer novos embaixadores da música. Além do mais, ser apadrinhado por Dominguinhos é um daqueles sinais dos deuses da música que diz: “Vai, bravo artista, viva da sua arte e encante o povo com o seu talento”.

Enquanto Dominguinhos buscava a sanfona, Nando Cordel, alvoroçado para mostrar serviço, escreveu nada menos que a metade do clássico: “Isso aqui tá bom demais”. E imagine a cena: ver o espanto de Dominguinhos com a velocidade de criação de Nando Cordel, e com aquela fala de cabra bom, dizer: “Meu Deus, é assim rápido?”. E Nando Cordel, com a certeza de quem se apaixona pela primeira vez, não titubeou na resposta: “Eu disse: é”.


Mas Dominguinhos, que nunca gostou de generosidade pouca, convidou somente Chico Buarque para participar da gravação da canção. Nando Cordel, que até então estava fora do rol dos imortais da música brasileira, casou a sua obra com dois dos maiores artistas de todos os tempos.

Mas Nando Cordel, que ainda vivia numa situação de vaca desconhecer bezerro, ganhou mesmo Dominguinhos com a letra que remendou o coração partido do mestre. Depois de ouvir o lamento de amor do parceiro, escreveu no guardanapo a letra: “De volta pro meu aconchego”.

Nando Cordel é pernambucano, nascido em Cabo de Santo Agostinho. Filho de um comerciante que também era poeta e repentista, Seu Manoel do Posto e de uma dona de casa, Dona Nata — daí se explica a poesia, o improviso e a cantoria afiada. Na outra ponta, José Domingos de Morais, o Dominguinhos, rebento da afamada Garanhuns, cidade que também poderia ser chamada de “Garanhuns de Dominguinhos”. Nando naquele primeiro contato com seu mestre ainda não sabia, mas aquele encontro do rio com o mar desaguaria em uma das parcerias mais profícuas da música de Pernambuco. A sorte foi nossa!

Nando Cordel tornou-se um dos maiores cantores e compositores da geração de ouro da música nacional. Contudo, o seu destino poderia não ser o mesmo sem a generosidade, reconhecida pelo mundo da música, do nosso eterno Dominguinhos: sorriso de passarinho e coração do tamanho do Brasil, o artista que fez da sua sanfona terra fértil, ou melhor, um lindo pomar que reúne os melhores da nossa música popular brasileira.


Fonte: Josias Gomes- TCE-BA

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