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| 📷Prefeitura Salvador |
A cidade pulsa diferente neste sábado e o som que toma conta da orla anuncia, sem pedir licença, que o pré-Carnaval começou. A partir das 14h, o Circuito Orlando Tapajós virou um grande rio de gente, música e cor, correndo no sentido Ondina–Barra, com alegria espalhada no asfalto quente e nos sorrisos que se cruzam.
Os primeiros acordes já ecoam, e o público acompanha cada trio, cada banda, cada batida, como quem reconhece um chamado antigo. O Furdunço abre alas e reafirma sua vocação: é festa de rua, é diversidade, é encontro. A mudança do domingo para o sábado não diminui em nada a energia, pelo contrário, parece acelerar o coração da cidade, que dança como se soubesse que esse é só o começo.
Pelo circuito, 57 atrações desfilam agora, uma após a outra, compondo um mosaico sonoro que traduz a alma baiana. Daniela Mercury levanta multidões, BaianaSystem transforma o chão em território de resistência e transe coletivo, Armandinho e Irmãos Macedo resgatam a memória elétrica do Carnaval, enquanto Parangolé, Pagodart, Escandurras, Filhos de Jorge, Kart Love e Mambolada fazem o corpo responder sem pensar. Entre um trio e outro, grupos culturais, DJs, bandas independentes e projetos da cidade mostram que o Furdunço é também palco de pertencimento.
A rua ferve. Tem samba, pagode, forró, arrocha, afro, eletrônico, pop, dança coreografada e improviso. Tem gente que chega cedo, gente que se junta no meio do caminho, gente que só observa, mas acaba entrando no ritmo. O Furdunço acontece agora como um grande ensaio geral da folia, onde não há cordas, nem distinções só o desejo coletivo de celebrar.
Salvador já está em Carnaval, mesmo antes do Carnaval. E o Furdunço, acontecendo neste exato momento, confirma: a festa não é só um evento, é um estado de espírito que ocupa a cidade inteira









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